terça-feira, 16 de agosto de 2011

EXERCÍCIO FÍSICO E GRAVIDEZ

                                          EXERCÍCIO FÍSICO E GRAVIDEZ

              Adaptações fisiológicas durante a gravidez

 Funções dos hormônios ovarianos nas características primárias e secundárias

Estrogênios:

Desenvolvimento das mamas
Aumento da atividade osteoblástica
União das epífises com as diáfises dos ossos longos
Aumento da proteína corporal
Aumento da deposição de gordura nos tecidos subcutâneos
Deposição de gordura nas nádegas e nas coxas
Desenvolvimento dos pêlos na região púbica e nas axilas
Textura macia e lisa da pele
Retenção de sódio e água pelos túbulos renais (essa ação é mais pronunciada durante a gravidez)

 Progesterona:
  
 Preparação do útero para a implantação do óvulo fertilizado
    Diminui a freqüência e a intensidade das contrações uterinas impedindo a expulsão do óvulo implantado
    Desenvolvimento das mamas

 Relaxina: produzido pelos ovários durante a gravidez .  Causa lassidão articular e ligamentar

Adaptações fisiológicas durante a gravidez

DC - aumenta 40 - 50% (LOPES & DELASCIO, 1986)
FC - aumenta 10 a 20 bpm (METCALFE & UELAND, 1974)
VS - aumenta 30% (PYORALA, 1966; WALTERS et al., 1966)
Volume sangüíneo - aumenta 50% (ARTAL & WISWELL, 1986)
PAS - se mantém, PAD diminui, PAM diminui:
alargamento da pressão diferencial em função da
queda da pressão diastólica.                  (TUCCI, 1994).

                                                            Respostas fetais ao exercício materno
    
A redistribuição seletiva de fluxo sangüíneo pode ter efeito adverso sobre o feto (hipóxia e asfixia)

   Durante o exercício materno é verificado, em algumas gestantes, episódios transitórios de bradicardia fetal durante ou após o exercício materno e que tem a seguinte explicação:

1)      Resposta normal por manter a pressão de perfusão ao feto, frente a uma maior diminuição do fluxo sangüíneo uterino.
2) Aumento de catecolaminas materna combinado com    fluxo sangüíneo para o útero,provocando menor suprimento de oxigênio para o feto (asfixia), apesar da presença das enzimas catecol metiltransferase e monoaminoxidase.
   
     A bradicardia observada após o exercício parece ser provocada pela hipotensão pós - exercício (diminuição do retorno venoso).
Respostas fetais ao exercício materno
                  
                              Exercício físico materno e peso corporal 

    As mulheres que fazem exercício durante a gravidez exibem menores aumentos do peso corporal.

    Aquelas que fazem exercício extenuante podem dar à luz a recém - nascidos com peso corporal menor (300 - 500).

    A redução no peso corporal do recém - nascido está relacionada a redução da gordura corporal.
                                                                                                                              (CLAPP & DICKSTEIN,1984
Respostas agudas ao exercício materno

VO2 de repouso  aumenta 15 a 20% devido a:
                                    Aumento de DC,
                                    crescimento do feto,
                                    aumento da placenta e útero,
                                    aumento do gasto energético renal.
                                                                                                   (GORSKI, 1985; ARTAL et al., 1986)

Respostas agudas ao exercício materno
  
 O débito cardíaco, a freqüência cardíaca e o volume de ejeção são maiores no exercício submáximo realizado durante a gestação, quando comparado com não gestantes e o pós – parto.
                                                                  (GUZMAN & CAPLAN , 1970; PIVARNIK et. al.1990)
        
    O volume sistólico e do débito cardíaco também são maiores no exercício máximo durante a gestação
    15,6 ± 2,46 l/min e 84 ± 12,5 ml/bat (gestação 25 ±3,0 semanas)
    14,0 ± 1,65 l/min e 75 ± 10,2 ml/bat (dois meses pós - parto)
    13,6 ± 1,81 l/min e 73 ± 11,2 ml/bat  (sete meses pós – parto)
                                                                                                         (SADY et. al. 1990)

    A ventilação, o volume corrente e a freqüência respiratória são maiores no exercício submáximo realizado durante a gestação quando comparado com não gestantes e o pós – parto.
                                                                                 (ARTAL et. al. 1986; PIVARNIK et. al. 1991)

     A ventilação (8%) e o volume corrente (6%) também são maiores no exercício máximo durante a gestação. O mesmo  comportamento não é observado na FR.
                                                                                                           (LOTGERING et. al. 1991)

Respostas crônicas ao exercício materno
  
 O T.F. induz adaptações que são concordantes e discordantes quando comparadas com a gravidez.

    Gestantes previamente sedentárias:
    Não é observada qualquer adaptação provocada pelo T.F. nas variáveis cardiorrespiratórias no repouso ou exercício.                                                                                             (GEORGE et. al. 1990)

      A única variável que pode ser observada é a FC submáxima.     (WOLFE, 1990)
Respostas crônicas ao exercício materno
  
 Gestantes previamente treinadas:
    Em contraste mulheres que fazem exercício regularmente antes e durante a gestação apresentam os efeitos do T.F.

     PIVARNIK et. al. 1993, Estudaram 10 mulheres que fizeram exercício antes e depois da gestação 5 X por semana durante 30 min. A 25 e 35 semanas de gravidez  e 12 semanas do pós – parto.
    Repouso:  FC menor e VS maior em todos períodos estudados quando comparados a gestantes sedentárias.
      Exercício: VS e DC foram maiores em gestantes treinadas numa    FC  pré – determinada (140 bpm)
quando comparados a gestantes  sedentárias

Exercício na água durante a gravidez  

 Ação da pressão hidrostática

Expansão do volume plasmático
Aumento do débito cardíaco
Diurese e natriurese
Exercício na água durante a gravidez

ü  Redução da resistência vascular  renal
ü  Redução na reabsorção de sódio
ü  O efeito diurético é máximo em 1 hora e a                     
      natriurese é de aproximadamente em 4 horas
ü  A gestante imersa durante 20 a 40 minutos, resulta em    
            perdas de líquidos em torno de 300 a 400 ml
ü  É observado redução da renina plasmática, aldosterona e ADH
ü  Aumento do VDF e VSF / aumento do VE em até 60%
ü  Queda da FC /PAD e PAS/maior gasto calórico

KATZ et al.  estudaram 7 gestantes c/ 25 semanas de gestação em bicicleta durante 20 minutos a 70% do VO2 máx no solo e  a 30 oC na água.

ü  A FCM foi menor na água (10 a 14 bpm)
ü  A PAM materna foi menor na água (PAS 20 a 40 mmHg menor)
ü  A TCM foi maior no solo (0,5 oC) do que na água (0,2 oC)
ü  O volume urinário maior na água (261ml) do que na água (98ml)
ü  O DC e o VE foram maiores na água e a RVP e o edema menores

Exercício isométrico e gestação
Recomendado a             - boa postura,
gestantes normais:         - prevenção da dor lombar da
(WOLFE et al., 1989)      gravidez,
                                       - fortalecimento do assoalho
                                          pélvico,
                                       - diástase do reto abdominal

HALL & KAUFMANN, 1987; WORK, 1989 – gestantes  treinamento de força   
                                       - aumento da força
                                      - maior facilidade para alterar o  centro de gravidade  

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